Crepúsculo de Deusas

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I

Cai em frágil abrigo
Onde antes refúgio era
De grandes artístas e poetas

Lar pobre, mas de longe audível
A doce sonata da seresta me encantava
Luzes foscas, café coado no pano
Estórias, fofocas e pessoas sambando
E eu, orgulhoso por batucar uma caixinha

Não te traiu a morte
E nem desmereceste tua essência
Porque forte foi. Criaste vida
Música e nossa irreverência.

II

Não temas filha caçula
A morte é um breve soluço
E o que ganhou, mesmo que a vida lhe tire
Teus pés nascidos em casa de chão batido
Lhe deram alcances maiores
E já lhe consagraram vencedora

Mesmo que hoje neles só existam dores
Dores e Amarguras e Feridas
Mas erga-te mãe. Cumpra aos seus
E principalmente aos céus

Teu baluarte e estandarte estão cravados em minha alma
E é bem certo que; Crepusculado teus sonhos…

cairemos juntos e que algum deus
nos receba misericordiosamente minha mãe.

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~ por Água para Plantas em fevereiro 15, 2016.

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