O signigicado do Nada

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Atiraste uma bomba em meu peito
Atirou-me  do seu colo de alguns andares
Inflou meu eu sem expectativa. Me deixou ser mulher
E depois me tratou como um ganancioso
E o que me resta é um semblante peixe-morto
E no meio de Hiroshima, lugar que me deixou, você me pergunta o que me acontece
Eu digo Nada.

Me diz o pra sempre de hoje
Sob condicional de todo dia ter não haver fastio
Fala do que te machuca, do processo, do litígio
De todos os senões e caminhos errados
Dos olhos escolhendo feijões sobre minhas atitudes, palavras e imagem
Do antes que era uma esperança agora sentença
E depois, de me largar do teu colo
No meio de tantos campos minados
Do calor do seu “vai dar tudo certo”
Nesse exato momento me pede pra falar:
Eu digo nada.

O silêncio sobre o expurgo dos dias
O silêncio que conta as gestações
Os tempos mudantes e a cegueira de um velho hierofante
A primeira de todas as lembranças que é sua a todas as manhãs
Era agora um vazio.

Depois do holocausto de palavras
Depois que terminam as obras e as pavimentações de um sonho
A preciosidade das pérolas que tecemos aos colares
Nada é o pouco a se dizer.
Obrigado por tudo.
Mas a minha palavra
Na minha mente
Ecoa o nada.

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~ por Água para Plantas em abril 14, 2015.

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