Ver o tempo. Ver o peso

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Uma observação – Termino aqui o livro de poesia “Água para Plantas” e começo “Vide Tempestas”.

Noticias Balcans no Rio.

Homo Sapiens invadiram nosso espaço.
Lí a notícia.
Já sabia dessa antiga novidade. Os homens vigias
Me partiram (n)essa viagem

Esses sapien. Ah.
Eles sabem de toda a vertigem
Toda a espaçonave
Todo o espetáculo
Toda a forma de arte
Eles traziam nas suas mentes
Bagagens.

Bobagens milenares
Desenhos solares e vistas aos céus
Me permitirei aos deuses mandar e-mails aos anjos?
Correr o tempo e contemplar o sobejo da aurora boreal?
a sorver as pastilhas de nosso tempo
Nas bocas dos homens-astro-naves?

Eu ví um livro velho com uma dedicatória de meu neto
Dado por uma mão com calos que dizia ser pai de meu avô
– Nas noites de jongo, voltamos no tempo – dizia
– E nas noites de bisca, estudamos Cabala.

Esse é o sábio tempo dos homo-sapiens.
Esse é o último tempo de todas as coisas.
Esse é o palíndromo de minha poesia
A tradução do enigma “Boi Tempo” de Drummond
(Salve caboclo tabajara)
Chave secreta da maquina do tempo dos Tabajaras.

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~ por Água para Plantas em março 19, 2015.

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