Cantiga de Castigo

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Não digas que foi sem querer

Que ignorastes as rosas e meu amor

Esse amor que por outro queria ser meu

E ardo em febre, dor por não me
pertencer

Pois me tens como refém do teu querer

Não diga que foi bobagem ou
arrependimento

Não me desejar nem saudade, noutro mistério a se manifestar

A resguardar teu medo do novo sofre descontentamento

E eu que rasguei meu peito, agora, pra me afundar

Das suas palavras doces a me matar

Que não me tiram o frio dos teu braços

Mediante a chuva de nossos encontros

Pois é a única a camuflar, a água que sai dos meus olhos

Que queria eu que pudessem regar, a necessidade de mim

Que com outros irá se distrair, até o inexorável tempo me consumir

Minha insignificância lembrança, meu débil existir

Que vai de contra o tempo…
Que destrói com câncer meus sonhos

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~ por Água para Plantas em abril 3, 2013.

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