A língua – Poema

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A língua.

Saber a arte que for a rima
Onde cabe a certeza de minh’alma
Ferina, pelas dores, pela calma
O destino certo na ponta da língua

Que, agora, percorre teu corpo
Finca em teus lábios, grosso
Falo que lhe explora e fisga
Com raiva até o sobejo gozo
Em pequenas gotas em tua língua

Quando é hora de interminável jorro
Transbordando teu rosto, meu dolo
De te maltratar como a severa vida
Juntos, a suar, molhados pós esporro
Tendo meu gosto, gosma de meu corpo
Abundar, enchendo a desaparecer a língua.

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~ por Água para Plantas em dezembro 12, 2012.

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