Descanso

                Não tenho muito o que comentar de uns tempos pra cá, a boca anda vazia e a cabeça cheia de problemas, problemas tais que não me deixam vazios, problemas que me entopem de coisas e sensações que vão me destruir cada vez mais… Não consigo parar de pensar na hipótese de ficar sozinho, e às vezes creio que é o melhor caminho. Estou muito doente, emocionalmente falando, não consigo me expressar e tenho dificuldades, até mesmo o remédio – cloridrato de sertralina – não tem me feito muito efeito, estou cada vez mais uma concha, oca, esperando ser quebrada no sacudir de alguma coisa, no demais, tenho lido algumas coisas, escutado outras e me divertido com inutilidades, com incensos no meu quarto que arrumei do meu jeito, com meu abajur  da casa e vídeo que ilumina todo o meu quarto com a quantidade de luz que meu quarto precisa – como se houvesse medida ou peso pra mesma.

                Muitas pessoas me odeiam demais, muitas. O mundo tem uma relação de amor e ódio comigo muito forte, sempre fui uma criança passional e não tinha muito o pudor e até hoje nem tenho de falar o que penso e nem de me irritar com ignorância – de quem quer que seja, pra qualquer lado, como um cachorro louco mordendo a mão do próprio dono –  vou reagrupando o que acham de mim com o que acho que sou e toda vez que faço isso vejo que esqueço de tudo, vejo de ando pra trás, tento me recompor e quando organizo todas as coisas, dentro de uma sacola, que sempre furam, deixo peças de uma composição de pensamento cair, ou uma meia idéia ir embora, pra algum canto, no meio de um caminho tenebroso e escuro.

                Estudo agora uma coisa que pode me salvar. Minha tia me deu uma grande bóia e estou tentando me segurar nela, creio que possa me salvar de alguma coisa, creio que possa me livrar de alguns problemas, mas o problema maior é que eu não posso interferir na natureza, enquanto óvulos podem crescer mais do que tumores a minha cabeça fica muito, mas muito cheia, do ponto de precisar esvaziá-la  com uma bala e de uma vez por todas, tenho muita coisa escrita, muita coisa sobre mim foi dita e nem tenho mais tanta coisa assim pra mostrar ou pra dizer;  Quero me esconder do todo, esquecer que me apaixonei ou encantei alguém, guardando  amor a minha filha e minha mãe, duas mulheres apenas que realmente me amaram e precisaram de mim. Tenho pena de quem se enredou ou se encantou e até mesmo de quem desencantou, pois não me resta muita escolha. Estou cansado, desde cedo, disso tudo, pode ser que eu não tenha muito motivo, possa ser que seja chamado de derrotado por muitos – pra mim eu simplesmente deixei de jogar – o maior intuito seria não sofrer mais. Me relacionar com seres humanos tem sido muito difícil e preciso descansar.

 

                Preciso dormir pra sempre…Imagem

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~ por Água para Plantas em setembro 23, 2012.

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