Fatalidade ou o que se espera – Crônicas – Poesia

Fatalidade ou o que se espera – Crônicas

A força torçe toda regra
Faz uma nesga a testa. Um arranhão
A preocupação come o rosto. Velha
É a fome megera de uma geração

De pedante, tremulante estandarte
De fraca ressonância,eles nem notarão
A urgência, sirene de ambulância
Enche de vida a  minha mãe galardão

Precisa infelicidade, faz crônica situação
De um beijo quente, raridade, roda cigana feito tuvão
Fogo me consome, rosa rubra revirada em meu colchão

Entrares num abismo onde insana estará
Lavrada em compromisso que nunca será
Crônica é a paixão que arrebata e mentira
E quem quer a verdade, que assim assista

Porque temo quisto, o cisto, o colo
O cristo,O sono, o silêncio, a semana
A Ordem, a praga e tudo que leva pressa
Pressa, é uma cobra naja, que na hora exata
Lhe dirá respeito, lhe trará um câncer,
Lhe tirará o emprego, pede prece a pressa
Pedes uma prece a pressa, para que esta não venha
Porque com ela evade o crônico. E tudo que és
És o fruto do teu descaso irônico

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~ por Água para Plantas em agosto 27, 2012.

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