At muá

Nasci para ser lembrado
E nunca esquecido
Jamais perdoado
Sempre no improviso

No ar de ser açoitado
No covil do falecido
Na alma do desalmado
No gume do carcomido

Como o luto da vuiva
No coma do letrado
Sou o non sense do estrago
No perfúdio da labuta
Happy hour do empregado
Na disputa do leito
Ao cômodo no sepulcrio
Ao solo em um cerrado
Com o pó do estradio

Eu nascí de sete uivos…
Com o gozo de trinta urros
Na degola de treze galos
Às três da manhã. Hora do triunvirato
Chamei Pedro Botelho
Que aula me deu em externato
Na encruza se chamou Diabo
Na história se fez condenado

Na vida de sete feras…
Não nasci pra aparecer.
Mas sim, pra ser notado…
Como um incomodo nunca esquecido
Mal marcado em um calendário.

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~ por Água para Plantas em agosto 27, 2012.

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