Mecânica Celeste – Poema

image

Aplicada mecânica celeste
Alvoroso de harpias, gozo, florido corrego…
Nas máquinas, velhos linotipos celestes
Que eu tropeço e vou. Somos como máquinas de dizer amém

Indelével luz própria.
Caminhamos contra porta
Máquina celeste de receber améns
Practica… Práticis…Estática…Textil-pele-rouca taciturna…

Andamos aos pares pelas ruas, formamos taxis humanos
E esperamos o próximo a entrar na nossa vida. Para sermos mundanos
Nós mesmo somos o efeito. Nós mesmos somos eleitos.
A acreditar piamente na criatura amável que nos tortura
E nós a damos glórias nas alturas
Lhe dizemos: Aleluias! Aleluias!
Pra essa triste máquina de dizer amén.

Eleitos a basica mediocridade de uma oração.
Uma novena
Por dia uma vela, por hora uma prece, de noite é dia, de manhã anoitece

Agradece ao ser que te criou
Que te esmaga com o cotidiano
Que lhe deu a vida sem te pedir
E te a encarcerou como um mendigo e perambulas como um insulto a vida, a ele
Em nome do pai

Da sua filha, da sua vizinha
Mas, menos dos seus nomes
Das suas cores. Das suas vidas e tua.

Anúncios

~ por Água para Plantas em junho 11, 2012.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: