A curva da Luz

 

A curva da Luz

O homem que só caminha

O sol que levanta o dia

Os homens tomam café na esquina

Zumbis voltam pra casa sozinhos

As chamas abarcam lembranças

Nos olhos pulam as esperanças

No meio das pedras

No verdeio do nada, algo solta

Desprende-se de um espaço inanimado

E convulsiona, lentamente vem o tédio

Algo é mimético

E tendencioso

Virtuosa e clara luz

Venha

Porque a noite

Se repetiu

De novo.

 

As trevas me abraçam

Movimentos minha pele sente

Meu tato sente a luz da pista

Mas não há claro envolvimento

Entre minha catarse e meu corpo

Por que algo

Mesmo nas trevas

Repete-se

De

Novo

 

Dançam mortos na pista

Corpos se exibem, noite esquiva

Há certa tendência no estrobo

Algo se repete

De novo

 

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~ por Água para Plantas em outubro 9, 2011.

 
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