Estudo da curva da luz II

Enchi a minha alma de esgoto

Lixo humano no coração, odiando

Parodiando, Gerundiando,

tornando a alma mais pobre que esse poema

 

Em litros de raiva e consumação para um peito

Que só bombava o mais venoso do sangue

Que ficou preso no olho, vermelho fogo

Foge da fúria, a falsidade insana

Desce os exus às cascatas. Falange

 

A boca pulsava a pus

O coração salivava ódio

A carne a cozinhar uma raiva

Que seria estandarte a me erguer

Levantar minha mão e cerrar os punhos

Morder a língua e dizer uma palavra fudida

Em uma hora escrota, em uma hora pouca

A dizer tanto rancor, a cor vermelha no peito ficou

Porque assim sou:

Mau ao desarmar a boca

Cruel a cerrar os punhos

E louco abrindo o zipper…

D.G.Funny.

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~ por Água para Plantas em outubro 4, 2011.

 
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