Thay Dai

Cai uma pétala

Estala na mão aberta

Ao lado de uma sala

Um living

Perto da varanda flores

Sorrio assim, sentindo assim

Passeia minha alma alegre

Um gracejo faço em teu rosto

Enquanto dormes.

 

Corre uma lágrima

Desperta.

Quando isso acontece

Sempre você se endurece

E se assume não humana

Levanta como um espanto e esquece a cama.

 

Pra não saber quem manda em você

Se é o seu brasão ou se é seu querer

Quem dirá do teu coração

Sem roubar

A maresia que lhe toma o ar

O vento fresco que refresca a barra

E te faz girar, em torno, de outro

Em outra que toma por nada a lhe afetar

 

Compra uma flor

Não, uma crisálida

Exagerada como sempre

Pede ela em um shopping Center

Passa por uma praça

Sente o cheiro do expresso

E com a mente confessa

Que aos poucos, medo tem

De que um engano lhe roube de novo

A razão…

 

Razão é uma prudência lerda a nos demorar

Razão é uma velha reza que desaprendi a rezar

Desde o momento em que te vi, passei a te amar

De cores neutras, borrei uma blusa

E pintei um monocromático Thay Daí.

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~ por Água para Plantas em agosto 23, 2011.

 
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