Alzheimer Digital

Roí as minhas unhas esperando uma ligação…

Isso foi no ultimo e no penúltimo dia da data magna… Eu simplesmente convulsionei e sofri de uma extrema misantropia… Mahyná passou mal… Discutimos… Fui até o Meier para socorrê-la…Volto puto e ainda ouço no ônibus – não sei se por irônia de Satanás – um parabéns pra você. Mas me arrependi de ter brigado, discutido… Estava errado mesmo… Mas eu só queria ser compreendido nesse momento…

Queria ver minha filha, no dia em que virou uma criancinha

Não era mais um bebê, era agora uma linda garotinha!

 Minha filha faz aniversário e esperei uma noite inteira para saber a hora de ligar para buscá-la, na esperança de fazer uma festa para ela, mas a festa já tinha sido feita, e como esses anos, pude sempre contar com a colaboração financeira da minha mãe, mas esse ano, não tive a mesma oportunidade e sei que os anos de oportunidade – com a minha mãe – estão com os dias contados. Minha mãe é autônoma e depende cada vez mais da força de seu organismo para tirar o seu sustento, mas, essa força,  a cada ano fica cada vez mais fraca. De se admirar, os seis anos de Luiza não serem feitos em casa nenhuma, do lado de cá.  Apenas almoçamos juntos, eu e ela… Ela comeu pouco… A avó não estava… Comi pouco também… Logo logo quis embora… Foi um dia… Passou as horas…Jogou The Sims 2 no computador… Deitou vendo  Discovery Kids e Disney Channel… O sono veio e a peguei no colo… Assim passou o dia. O dia que deveria ter sido feito com bolas e festejos no dia seguinte, pisquei e estava no computador escrevendo mais uma crônica e amanhã eu levo ela de volta para a mãe… O dia em que ela comemorou seis anos foi assim mas não queria que fosse. Mas não se ganha sempre e nem quero ganhar… Não estou no comercial da Qually!

Luiza dessa vez não teve festa, não aqui, mas ainda bem, na sua casa, uma de muitas casas, que, ainda bem, ela tem e pode contar… No ultimo ano, data magna que eu passei sem ela, eu passei bebendo, bebendo não… Sorvendo com havidas goladas qualquer coisa que tinha álcool pela frente. Queria me perder… Beber e esquecer até mesmo do primeiro verbo da frase a ponto que eu volte para casa e… Berço! – Como o ditame.  Os aniversários de Luiza são sempre esse martírio… Não posso estar perto… E como dói e remói isso dentro do meu peito… Nessas horas, como dirias o meu professor de filosofia, o Dráuzio, é que “chora o homenzinho medíocre”, conjecturando e culpando e estrutura dos acontecimentos através da crença do “SE”…

“SE” eu não tivesse me separado isso não aconteceria, “SE” eu tivesse terminado a minha faculdade isso não aconteceria, “SE” eu continuasse um outro relacionamento  isso não aconteceria e blá-blá-blá… Se o “SE” fosse “SE”, ele não existiria, ele “seria” decurso, um discurso inexistente da retórica do que não aconteceu e não um “devir”, então, “SE” não existe, pois só existe o que é, “SARTRERIZANDO” “O tempo é uma enxurrada descontínua da realidade”, portanto “SE” não é e nem nunca será…

O computador falha sempre agora…

Gagueja….

Treme….

É agora uma máquina cheia de ruídos….

 Reprise do Robocop que não causa mais frison…

Perdi todas as minhas coisas no HD, salvei algumas escritas, mas outras eu perdi por completo. Não me importo muito,  sei que assim são as coisas mesmo. Não tenho tempo para registrar a passagem do mesmo no decorrer da minha vida, mas deixo rastros seguros por ai, vou ficando com esse eco. E após – segundo o técnico, os neo-mecânicos-de-carro, dizendo ser uma peça quebrada,  mas na verdade sendo apenas um parafuso solto – o formatamento do PC, na qual dizia estar bom e ter me jurado ter “solucionado” o sistema, o computador agora “apaga” do nada, de hora em hora ele desliga, como um velho perdendo a sua memória, eu quase perdi toda a minha memória… Vou salvar as que ficaram em cd e tentar manter as minhas contas intactas, bom, não seria o blog uma forma de fazer um backup das minhas memórias? Sim, então eu tenho que guardar alguma coisa boa ou outra… Perdi muita foto boa de Luiza e a viagem deliciosa que fiz a Paraty com a Mhayná. Mas faltam muitos anos para que essa viagem seja realmente formatada do HD que importa, HD essencial que fica sobre os meus ombros e um dia há de fazer o favor de apagar os traumas e deixar as coisas boas ficarem. Bom até lá, terei que salvar muitas coisas, para não ficar como a Dona Estér, mas que dádiva também é se esquecer de tudo! Realmente, eu queria me esquecer realmente de tudo,  do ponto apenas de virar uma peça, parada no canto esperando enferrujar, como Dona Cléia. Esqueçer o quanto eu chorei pela minha filha quando mudei a minha vida. Esqueçer o quanto eu sofri pela sua ausência e todas as coisas ruins que me deixaram separar das pessoas que eu amo – Sempre vou te guardar no peio… Vocês sabem disso (para Luiza e Mahyná). Volto ao PC…

Tenho medo de que uma hora ele se vá para sempre. No momento em que eu não tenho um centavo no bolso, no momento – como ontem em que peguei o violão emprestado com a Mhayná – em que eu tento “salvar” uma canção no HD, no momento em que tento colocar alguma coisa de mim salva ou registrada, como essa crônica… É uma informação em uma placa de silício, não existe nada mais seguro para se guardar informações. Sabios, os egípcios escreviam as suas coisas na pedra, porque sabiam que iriam perder tão facilmente esse tipo de informação. Como um Auzaimer digital, as coisas vão se perdendo. As informações e preferências vão caindo como uma casca, vazia se despedaçam no chão… Perdi muita coisa em minha vida, muita mesmo, mas ultimamente a que mais me deixou com raiva foi esse maldito computador. Tenho medo que me deixe esquecer uma música. Tenho me do que se destrua a ferramenta da lenta cura de minha insanidade, dislexia e solidão. Não é apenas comprar outro, é como ter uma solução ridícula. Queria que fosse como um carro antigo, aquele bom carro que sempre está com a gente. Aquele que sempre fica… Mas nada dura muito, as coisas se desgastam e vão embora…

Bruxas atacam a família, é impressionante, enquanto abaixo a cabeça tentando concertar as coisas que se perderam, vou escutando os tombos. Minha tia foi internada com problemas no intestino. Minha prima, tragicamente por culpa de um mioma, teve que tirar os ovários e o útero, e o meu HD, perdeu todas as minhas conexões e elos com todo o meu preparo para o mundo externo. O meu ele com o mundo se perdeu e as informações foram perdidas, quase que para sempre. A continuação do pierrot, o personagem que tento colocar na lista do blog se perdeu, não  era apenas um simples HD. De certa forma, ali também estava o meu útero e ovário… Perdi a minha grande gestação de idéias também, e assim como com a minha tia, também ficou um pouco travada a parte que “libera aquilo que é de mais tóxico de mim”. Eu perdi a mesma coisa que as duas, mas, graças, estão bem. Mas o meu HD se perdeu… 

Enquanto muitos da família diziam que era louco e desequilibrado, o único que me consolava era o meu HD. Meu computador era a minha companhia constante e verdadeira. Aliá ele sempre estava, me corrigindo de maneira sutil enquanto eu escrevia, reproduzindo docemente Beth Gibbons – Escuto “Sand River” do seu projeto solo com Paul Webb – para me acalmar de um dia estressante, e quando, mesmo quando todas as fotos que quando eu recitei pela primeira vez em público – Taverna, as primeiras postagens desse blog – ele me dizia que acontecia algo. Me dizia que algo ainda era real e verdadeiro em mim. Apesar de ser um camaleão, um homem que muda de acordo com a sua defesa… Volto ao PC.

Meu HD não me dava carona para ir trabalhar mas todos os dias me entretia, pois maior que o meu trabalho é a minha distração. Nem precisou as pessoas da família me desejarem feliz aniversário, um programinha que eu instalei me deu os parabéns! Acho que a única pessoa que desejou feliz aniversário pra mim no dia do meu aniversário foi a minha namorada… Mas isso foi ano passado… Meses passados…

Meu computador mostrava o meu valor. Dizendo que a vida ainda não estava perdida e que apesar de ter tomado as piores decisões eu ainda poderia ter a companhia da minha filha, em um dos vídeos que ela tinha feito vendendo algum produto – era um produto imaginário em que ela dizia vários “chavões” publicitários e coisas que colocam um marketing na sua mente, era tão engraçado! – Vão se desmembrando coisas que me cercam e se desvencilham de mim. Nada que eu tenho dura muito. Nada! Renovo meus amigos, meu trabalho, mesmo que dentro do universo do TJRJ, renovo as minhas roupas, meus livros, mas nunca os tenho, sempre vem e vão emprestados ou até mesmo dados.  Dados sempre se vão. Minhas coisas virão números binários, que vão embora sempre, na medida em que minha imperfeição me faz sempre tropeçar. Mas como eu aprendi mais tarde, a imperfeição humana como “defeito” é meramente subjetiva, impossível de ser generalizada. Todos são imperfeitos na medida em que precisam se “completar” na forma de melhorar a suas virtudes e vicissitude, por isso, errar será sempre humano, mas humano em uma medida mais subjetiva. E outra, seria muito pior se eu ainda acreditasse em “SE”…

                Na outra iria falar sobre bullying, mas até agora a coisa não fluiu, na verdade fluiu, mas foi com o HD, mas eu iria fazer uma “reportagem” sobre o assunto e discorrê-lo em crônicas, mas acho melhor colocar as informações em natura, já que o site da ABRAPIA, ONG criada para combater e reprimir a prática e propagação do crime anda com poucas visitações… As direções das escolas no Brasil ainda são muito ignorantes quando se trata desse crime… Acho que o que tinha a ser dito – pessoalmente e particularmente falando – sobre isso já foi dito no outro post, por enquanto, como narrei sobre bullying no meu ultimo post há um tempo atrás, esse seria um diário na seqüência de minhas  memórias, e nem sempre na seqüência das coisas e acontecimentos. Não tenho nenhum apego ao que é cronologicamente compreensível.

                Aqui vai o conteúdo do site… Ele é bem esclarecedor e oferece ajuda para quem quer se livrar e de como punir os responsáveis, que não abrange menores somente, e sim, adultos e pessoas com juízo… Fora a Wikipédia, que está mais explicito ainda.

                Mas, enquanto isso, as atrocidades ainda acontecem:

Vítima de bullying é assassinada no RS; jovem se entrega
12 de maio de 2010 • 20h44 • atualizado às 20h57 

Estudante Matheus Abvragov Dalvit, 15 anos, foi morto com um tiro nas costas na noite de terça-feira quando descia de um ônibus na zona norte de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil, ele era vítima de piadas dos colegas de escola e, por isso, teria agredido um colega, amigo do rapaz (também menor de idade), que confessou o crime.

O jovem que procurou a polícia na manhã desta quarta-feira dizendo ter atirado em Matheus foi recolhido à Fase (antiga Febem). Segundo o delegado Andrei Vivan, o adolescente disse que, na noite de terça-feira, foi tirar satisfações sobre uma agressão a um amigo seu e acabou atirando.

“O rapaz que se apresentou não estudava com a vítima, mas era amigo de colegas dele. Estes colegas perseguiam Matheus com difamações e chacotas e, para se defender moralmente, algumas vezes a vítima agredia os meninos que praticavam o bullying (a perseguição). Nesse sentido podemos dizer que sim, esse foi um caso de bullying que terminou em morte”, disse o delegado.

Após a confissão, a Polícia Civil fez diligências e encontrou a arma usada no crime. O revólver foi encaminhado à perícia, que irá compará-lo com o projetil extraído do corpo da vítima. Também será feito um teste para verificar se há pólvora nas mãos do adolescente que disse ter atirado.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4428001-EI5030,00-Vitima+de+bullying+e+assassinada+no+RS+jovem+se+entrega.html

(…)Um caso extremo de bullying no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, Estados Unidos, que foi vítima de bullying contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em “bullies” denominaram essa reação extrema de “bullycídio”. Os que sofrem o bullying acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como a que ocorreu com Jeremy Wade Delle. Jeremy se matou em 8 de janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, numa escola na cidade de Dallas, Texas, EUA, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente. Esta história inspirou uma música (Jeremy) interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda estadunidense Pearl Jam.

Nos anos 1990, os Estados Unidos viveram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de bullies e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir. Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas. Como resultado destas tendências, escolas em muitos países passaram a desencorajar fortemente a prática do bullying, com programas projetados para promover a cooperação entre os estudantes, bem como o treinamento de alunos como moderadores para intervir na resolução de disputas, configurando uma forma de suporte por parte dos pares.(…)

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying

                Informe-se…Denuncie a prática de Bulliyng…Não pratique Bulliyng.

                E se desfaça do que faz mal ao seu semelhante,

O seu preconceito e a sua forma de tratá-lo!

Onde buscar informação:

 

 

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=931

http://www.bullying.com.br/

 

ABRAPIA
Rua Fonseca Teles, 121 / 2o andar – São Cristóvão – CEP: 20940-200 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil
Tel: (55-021) 2589-5656 – Fax: (55-021) 2580-8057
Home Page: www.abrapia.org.br / www.bullying.com.br – E-mail: abrapia@abrapia.org.br / bullying@globo.com 

 

  • APRESENTAÇÃO

A ABRAPIA, contando com o patrocínio da PETROBRAS, realiza um Programa que visa diagnosticar e implementar ações efetivas para a redução do comportamento agressivo entre estudantes de 11 escolas localizadas no Município do Rio de Janeiro. É seu objetivo sensibilizar educadores, famílias e sociedade para a existência do problema e suas conseqüências, buscando despertá-los para o reconhecimento do direito de toda criança e adolescente a freqüentar uma escola segura e solidária, capaz de gerar cidadãos conscientes do respeito à pessoa humana e às suas diferenças.

 

    CONCEITUAÇÃO

  • O que é Bullying?

O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.

Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de BULLYING possíveis, o quadro, a seguir, relaciona algumas ações que podem estar presentes:

Colocar apelidos
Ofender
Zoar
Gozar
Encarnar
Sacanear
Humilhar
Fazer sofrer
Discriminar
Excluir
Isolar
Ignorar
Intimidar
Perseguir
Assediar
Aterrorizar
Amedrontar
Tiranizar
Dominar
Agredir
Bater
Chutar
Empurrar
Ferir
Roubar
Quebrar pertences

 

  • E onde o Bullying ocorre?

O BULLYING é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. Pode-se afirmar que as escolas que não admitem a ocorrência de BULLYING entre seus alunos, ou desconhecem o problema, ou se negam a enfrentá-lo.

 

  • De que maneira os alunos se envolvem com o Bullying?

Seja qual for a atuação de cada aluno, algumas características podem ser destacadas, como relacionadas aos papeis que venham a representar:

alvos de Bullying – são os alunos que só sofrem BULLYING;
alvos/autores de Bullying – são os alunos que ora sofrem, ora praticam BULLYING;
autores de Bullying – são os alunos que só praticam BULLYING;
testemunhas de Bullying – são os alunos que não sofrem nem praticam Bullying, mas convivem em um ambiente onde isso ocorre.

§ Os autores são, comumente, indivíduos que têm pouca empatia. Freqüentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus membros. Seus pais exercem uma supervisão pobre sobre eles, toleram e oferecem como modelo para solucionar conflitos o comportamento agressivo ou explosivo. Admite-se que os que praticam o BULLYING têm grande probabilidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e/ou violentos, podendo vir a adotar, inclusive, atitudes delinqüentes ou criminosas.

§ Os alvos são pessoas ou grupos que são prejudicados ou que sofrem as conseqüências dos comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos danosos contra si. São, geralmente, pouco sociáveis. Um forte sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda. São pessoas sem esperança quanto às possibilidades de se adequarem ao grupo. A baixa auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento. Alguns crêem ser merecedores do que lhes é imposto. Têm poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos. Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio com freqüência, ou abandonam os estudos. Há jovens que estrema depressão acabam tentando ou cometendo o suicídio.

§ As testemunhas, representadas pela grande maioria dos alunos, convivem com a violência e se calam em razão do temor de se tornarem as “próximas vítimas”. Apesar de não sofrerem as agressões diretamente, muitas delas podem se sentir incomodadas com o que vêem e inseguras sobre o que fazer. Algumas reagem negativamente diante da violação de seu direito a aprender em um ambiente seguro, solidário e sem temores. Tudo isso pode influenciar negativamente sobre sua capacidade de progredir acadêmica e socialmente.

  • E o Bullying envolve muita gente?

A pesquisa mais extensa sobre BULLYING, realizada na Grã Bretanha, registra que 37% dos alunos do primeiro grau e 10% do segundo grau admitem ter sofrido BULLYING, pelo menos, uma vez por semana.

O levantamento realizado pela ABRAPIA, em 2002, envolvendo 5875 estudantes de 5a a 8a séries, de onze escolas localizadas no município do Rio de Janeiro, revelou que 40,5% desses alunos admitiram ter estado diretamente envolvidos em atos de Bullying, naquele ano, sendo 16,9% alvos, 10,9% alvos/autores e 12,7% autores de Bullying.

Os meninos, com uma freqüência muito maior, estão mais envolvidos com o Bullying, tanto como autores quanto como alvos. Já entre as meninas, embora com menor freqüência, o BULLYING também ocorre e se caracteriza, principalmente, como prática de exclusão ou difamação.

  • Quais são as conseqüências do Bullying sobre o ambiente escolar?

Quando não há intervenções efetivas contra o BULLYING, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Alguns alunos, que testemunham as situações de BULLYING, quando percebem que o comportamento agressivo não trás nenhuma conseqüência a quem o pratica, poderão achar por bem adotá-lo.

Alguns dos casos citados na imprensa, como o ocorrido na cidade de Taiúva, interior de São Paulo, no início de 2003, nos quais um ou mais alunos entraram armados na escola, atirando contra quem estivesse a sua frente, retratavam reações de crianças vítimas de BULLYING. Merecem destaque algumas reflexões sobre isso:

– depois de muito sofrerem, esses alunos utilizaram a arma como instrumento de “superação” do poder que os subjugava.
– seus alvos, em praticamente todos os casos, não eram os alunos que os agrediam ou intimidavam. Quando resolveram reagir, o fizeram contra todos da escola, pois todos teriam se omitido e ignorado seus sentimentos e sofrimento.

As medidas adotadas pela escola para o controle do BULLYING, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de uma cultura de não violência na sociedade.

  • Quais são as conseqüências possíveis para os alvos?

As crianças que sofrem BULLYING, dependendo de suas características individuais e de suas relações com os meios em que vivem, em especial as famílias, poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos na escola. Poderão crescer com sentimentos negativos, especialmente com baixa auto-estima, tornando-se adultos com sérios problemas de relacionamento. Poderão assumir, também, um comportamento agressivo. Mais tarde poderão vir a sofrer ou a praticar o BULLYING no trabalho (Workplace BULLYING). Em casos extremos, alguns deles poderão tentar ou a cometer suicídio.

  • E para os autores?

Aqueles que praticam Bullying contra seus colega poderão levar para a vida adulta o mesmo comportamento anti-social, adotando atitudes agressivas no seio familiar (violência doméstica) ou no ambiente de trabalho.
Estudos realizados em diversos países já sinalizam para a possibilidade de que autores de Bullying na época da escola venham a se envolver, mais tarde, em atos de delinqüência ou criminosos. 

  • E quanto às testemunhas?

As testemunhas também se vêem afetadas por esse ambiente de tensão, tornando-se inseguras e temerosas de que possam vir a se tornar as próximas vítimas. 

PROGRAMA DE REDUÇÃO DO COMPORTAMENTO
AGRESSIVO ENTRE ESTUDANTES

Coordenação Técnico-Científica:   Secretário Executivo da ABRAPIA:
Aramis Antonio Lopes Neto   Lauro Monteiro Filho
Israel da Silva Figueira    
Lucia Helena Saavedra    
     

 

ABRAPIA
Rua Fonseca Teles, 121 / 2o andar – São Cristóvão – CEP: 20940-200 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil
Tel: (55-021) 2589-5656 – Fax: (55-021) 2580-8057
Home Page: www.abrapia.org.br / www.bullying.com.br – E-mail: abrapia@abrapia.org.br / bullying@globo.com

 

 

de tensão, tornando-se inseguras e temerosas de que possam vir a se tornar as próximas vítimas. PROGRAMA DE REDUÇÃO DO COMPORTAMENTO AGRESSIVO ENTRE ESTUDANTES Coordenação Técnico-Científica: Secretário Executivo da ABRAPIA: Aramis Antonio Lopes Neto Lauro Monteiro Filho Israel da Silva Figueira Lucia Helena Saavedra ABRAPIARua Fonseca Teles, 121 / 2o andar – São Cristóvão – CEP: 20940-200 – Rio de Janeiro – RJ – BrasilTel: (55-021) 2589-5656 – Fax: (55-021) 2580-8057Home Page: http://www.abrapia.org.br / http://www.bullying.com.br – E-mail: abrapia@abrapia.org.br / bullying@globo.com

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~ por Água para Plantas em maio 18, 2010.

Uma resposta to “Alzheimer Digital”

  1. SOU SUSPEITA PARA FALAR DO SEU TRABALHO, MAS ESTRANHAMENTE ELE ME AGRADA MUITO. NÃO DIGO ISSO COMO PROFESSORA DE REDAÇÃO, TAMBÉM, TALVEZ, MAS COMO LEITORA. MESMO QUE FOSSE O ZÉ DAS COUVES ESCREVENDO EU IRIA ME INTERESSAR EM LER, POIS SEU BLOG É BEM HUMANO, BEM PRÓXIMO AOS ZÉS DAS COUVES, ÀS MARIAS DA SILVA E ÀS MAHYNÁS (EU). NÃO É UM BLOG SOBRE UM ARTISTA FAMOSO OU SOBRE UM NERD ESTEREOTIPADO, COMO AGORA VIROU MODA, MAS SOBRE UMA PESSOA QUE SANGRA E CHORA, UMA PESSOA QUE ACORDA CEDO TODO DIA PARA IR TRABALHAR E MUITAS VEZES SE PERGUNTA O POR QUÊ. UMA PESSOA QUE SONHA…
    ENQUANTO AO PC, BEM VINDO AO MUNDO DOS DELETADOS DIGITAIS. É DIFÍCIL NO COMEÇO, MAS DEPOIS VOCÊ ACABA GOSTANDO E FAZENDO TEXTOS DE FORMA MAIS ORGÂNICA. O PC SE TORNA UM INSTRUMENTO DE REGISTRO E CONHECIMENTO, NÃO MAIS UMA FÁBRICA DE ABOBRINHAS.
    MUITO BOA, A PESQUISA SOBRE BULLYNG. TOMARA QUE MUITAS PESSOAS QUE SOFRERAM LEIAM E SE IDENTIFIQUEM. SÓ VERBALIZANDO QUE A GENTE ENCONTRA NOVAS OPINIÕES E RESOLVE O PROBLEMA.
    UM BEIJO.
    MAHYNÁ.

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