Alô Geral?!!

Alô geral…

Cadê os mecenas?

Pegando no tranco a escrita…

Algo matou o olhar grego nos outros olhares. Digo, da forma que se vê a arte e de como ela é produzida… A arte se repete e eu não consigo fazer nada novo. Penso quando vou fazer isso quando eu apenas treino manipulações no photoshop, de resto, acho que nada mais me afeta, acho que quando alguém tenta fazer arte, acaba nunca fazendo nada, pois eu não sou retardado e sei que a arte não pode ser intencionada – eu já falei o que eu acho sobre arte por aqui – que pra mim deve dialogar sempre com o seu observador e surpreendê-lo constantemente, a ponto de se acostumar com o “susto” e fazer parte da mesma.Diferente da escrita que flui comigo como um arroto ou uma necessidade quase que fisiológica de me comunicar e expressar qualquer coisa.

O troço também ta meio que uma patriçada chata… Esse é filho de cicrano, que agora escreve também – o filho de cicrano, ao contrário do mesmo, é um merda, não sabe escrever nada – mas entra na ceara escrevendo cada cagalhão porque é filho de fulano da qual é amigo de um formador de opinião literária de uma foderj da vida. Esse formador de opinião é professor de lá e aproveita os garotos que acabaram de entrar em uma faculdade e não sabem do que se forma a vida e ele, o formador de opinião, caga uma goma do filho de cicrano, escreve na revista em que só compram os que vivem nessa máfia ou os que “querem” se sentir inteligentes e questionadores de arte… (A exemplo disso, a ultima vez que eu li uma dessas revistas caras – não a cara da caras, mas a cara do preço mesmo – foi uma matéria sensacional sobre o questionamento da obra de Glauber Rocha, que eu nunca achei tão genial assim, depois que eu li aquilo eu pensei “Caralho, até que enfim, um homem de coragem e rabo solto pra falar que esse cara não é lá essas coisas” mas queria ouvir outras coisas mais salutares do tipo “Para de gravar CD Chico Buarque” ou alguém que tenha coragem e dê notas baixas as coisas recentes, ou seja,coisas mais “sinceras”) mas voltemos a história da arte, do filho de cicrano e do formador de opinião, que é professor de uma foderj, mora no Leblon e é um “colecionador” de literaturas e disputas recordes de livros lidos em quantidades em casa. (numa bibliotequinha “humilde” como diria, personalizada, feita de ipê pelo seu caseiro de Itaipava)

O formador de opinião nunca falaria mal do filho do cicrano, porque eles são amigos, na verdade, ele era amicíssimo de cicrano, porque cicrano era um puta escritor e outras cositas – “Mas porra, como é que eu vou falar mal do filho de cicrano caralho! Cicrano era o meu irmão” – Irmão porra nenhuma! É porque na década de setenta, antes do filho de cicrano nascer, ele tinha dado muito o rabo pra ele. Resumindo: O filho de cicrano acaba escrevendo livros e vendendo pra cacete porque foi o formador de opinião que indicou, tirando de quem realmente tem uma vocação para tal e por ai vai.

Gostaria de me comunicar com outros escritores que tem o mesmo dilema que o meu – moram em periferia, há uma hora e meia de um sebo descente, que aprendeu a gostar de arte porque “havia algo muito errado com o processo das coisas que o cercavam”, que escreve e também sonha um dia entrar na panela, mas o interessante seria entrar não por cima, mas por um furo na panela! Eu quero é isso! Quero ouvir o que está no nosso talo há muito tempo, mas o reto de tão inflamado não deixa expulsar o talo! Quero mostrar o verdadeiro Brasil e dizer as outras pessoas que querem ler mas acham que não sabem escolher o que vão ler…

Você é o seu formador de opinião! Você é quem vai gostar do que vai ler ou até mesmo escrever ! Ando meio preguiçoso e sem tempo de escrever crônicas, mas ainda sim escrevo e não paro porque isso é a minha vida! então, já que eu tenho que ter um volume diário pra isso aqui não ficar parado e chato, eu vou colocar alguma coisa para alguém ler – bom, eu já tenho cento e poucas visitas, mas ninguém nunca me deixa um comentário, porque será? clatreze@gmail.com Diga o porquê disso cacete! Porque você me lê mas não se manifesta à minha escrita?!

Como disse o meu amigo e xará Rodrigo, quando a vida está boa demais ou inerte demais, as coisas não fluem. A escrita é como um manancial que precisa de uma corrente, de um fluxo, nesse caso com a escrita, é a vida. Se você marcha ao mesmo ritmo – a não ser que você tenha uma veia kafkaniana e não saiba – você nunca vai escrever algo novo e bom. Tive uma revelação no banheiro da casa da minha namorada enquanto eu estava passando mal de sei lá o que, depois que fui pegá-la na faculdade: Não posso me frustrar por algo que eu não tente e o tempo é severo. Não, eu não caguei o mestre Yoda, eu li um livro de auto-ajuda que estava no chão e refleti. (Odeio livros de auto-ajuda, mas eu só consigo cagar lendo, um dos motivos da minha “erudição”) Eu preciso tentar todas as possibilidades de coisas para tentar ser um pouco mais feliz fora do infernal trabalho formal. Carteira assinada, patrão, contra-cheques e etc. Tenho que ter um pouco mais de esperanças! Ou não ter esperanças e ir pro tudo ou nada… Tô quase criando um outro blog que vai de contra a felicidade. Na verdade, a tradicional versão da felicidade… Esse aqui não. O “Água” não fala bem e nem mal dela, apenas questiona, quase que eternamente, a sua função ou existência, como fator ou até mesmo objeto não, mas como uma fórmula ou caminhos a se tomar para chegá-la – se é que pode se dar nome a mesma . E pra falar a verdade, todo blog acaba meio que um diário mesmo…

Mas eu não sou um adolescente e sei que não devo “contar” tudo a diários e nem a qualquer pessoa, mas na escrita meio que eu não consigo me controlar, então, flui legal. Flui bonito. Estão querendo me vender um celular foda por um preço barato. Estou querendo montar uma banda com um velho amigo – meio que uma pelada de quarta – mas ele não me responde, então, eu ando a mesma coisa, os mesmo comentários, mas a maldita está batendo a porta de novo – E eu que me vangloriava de não estar tomando mais remédios, bom, acho que é apenas tédio – é gente, eu tomava anti-ansiolíticos… Acontecem várias coisas e eu não comento, do tipo, a mãe da minha filha se casou, tem um filho da puta lá no meu trabalho que está me atentando e outras coisas… Porque eu não comento? Não tenho muito saco. Aliás, o problema acho que é outro, o saco está vazio de idéias para eu não escrever ou as idéias estão furadas e caem do saco e blá-blá-blá… Tenho muitos amigos mas não tenho tempo de vê-los – um abração Anésio, Bardo e Felipe – outros eu não vejo mais por pequenos desentendimentos e por ai vai.

Tenho que fazer alguma coisa, correr atrás de coisas, interagir com outros para que eu possa tentar correr a gira disso aqui – Alô Diogo, me chama quando tiver lerê! – Eu quero escrever profissionalmente e pode ser qualquer coisa,até mesmo bula de remédio. Bom, vou deixar um pequeno texto para estrear o mês de março. Texto pequeno que eu gostei e talvez aumente e faça uma paródia semântica com ele – Alô Mahyná! Meu amor…Cadê o “Ensaio Geral” do João Gilberto Noll? E acabou que eu escrevi cacete! Eu pensei que não ia fluir dessa vez…

p.s: Rodrigo.

Um cara que gosta de Jorge Bem – isso mesmo, quando entrou o Jor, o bem morreu

Um cara que acha que Chico Buarque deveria não fazer mais música

Um cara que acha que “algumas” coisas do Glauber Rocha foram boas – tipo Terra em Transe e Deus e o diabo na terra do sol…

Um cara que acha que os melhores escritores atualmente escrevem para quadrinhos – Tirando o Rubão, o Chico e alguns outros…

Um cara que acha que Caetano deveria não ter mais frescura de tocar rock mesmo…

Um cara que acha que não escreve tão bem assim, mas que com certeza está acima dos filhos de cicranos, que tem erudição porque estudou no Santo Inácio e hoje em dia namora uma pirainha de Ipanema que conheceu na PUC. Pirainha que não tem merda nenhuma na cabeça, que vive a fumar maconha o dia inteiro, fazendo pulseirinhas e repetindo o que “o formador de opinião” disse nos dez minutos de aula que assistiu, pois estava apertando um antes de chegar e só pegou o final da aula. O tipo de gente que quer acampar mas se empola toda quando muriçoca morde, que não consegue pegar no sono sem ter o barulho do ar condicionado… É, e por ai…

 Escritores não tem opções, como dizia o velho Buk, meio que o parafraseando.

Aqui vai o texto:

Pessoas estranhas.

 

Escrevi(.)(!)(?)

 Andamos pela Rua(.)(!)(?)

Escrevi(.)(!)(?)

Descemos do ônibus(.)(!)(?)

 Escrevi(.)(!)(?)

Eu disse: Eu odeio gente bonita(.)(!)(?)

Escrevi(.)(!)(?)

Ela sorri e retruca: Assim como o João Márcio, não é? (.)(!)(?)

Escrevi(.)(!)(?)

 É(.)(!)(?)

Escrevi(.)(!)(?)

Andamos pela principal… (.)(!)(?)

Escrevi(.)(!)(?) Atravessamos o sinal(.)(!)(?)

(.)(!)(?)

Escrevi(.)(!)(?)

O fato da normalidade fugir por entre as frestas da minha observação do que é real é mais nítida antes do que hoje. O que passou realmente se fez detalhe por entre os espelhos.

Espelho=Caco do que seria real.

 Vivo o devir acordando antes de sentir sono. Uma janela se abre antes mesmo de feita a porta, eu entro. Saio e rebobino o passado, ainda podendo amassá-lo como uma fita VHS. Olho para o sinal e vejo como fugiu o farol e o brilho do carro, não era o carro, não era o brilho, apenas um movimento como um pássaro, ele voa lentamente mas não é um pássaro, era um carro.

Qual é a diferença entre um pássaro e um carro? O tempo é a resposta. Há uma mão dada a minha. Penso com alegria, ainda bem que não estou sozinho, mas ao terminar de digitar o sozinho, vejo os passos andando no sinal enquanto descíamos do ônibus, ao mesmo tempo esperando abrir o sinal. Disfarço que não olho o som e apenas ando. Sim, ela anda comigo, não sei se é a minha vontade ou se ainda é a minha mulher, esperando que eu corra, junto com ela por um sinal quase fechado.

Não sei se alguma coisa mata eu me mata ou algo que digito e que anda por entre o sinal. O sinal não fechou… A rua também não… Um semáforo nos meus olhos Ainda há sinal do sinal… “eu odeio gente bonita Escrevi(.)(!)(?)”

Escrevi antes de pensar… Ainda estamos andando. Vejo o primeiro pé a levantar e mais a frente ela andando, silenciosamente ao meu lado, e nós dois atrás, descendo há pouco tempo do ônibus, mas de repente acordo.

Estou deitado no sinal e me vejo onipresente escrevendo isso enquanto os enfermeiros enxugam o meu sangue e ainda é sangue, não é mais serpente, volta a pergunta:

Qual é a diferença entre um pássaro e um carro?

“Assim como o João Márcio né ?(.)(!)(?)

Ela retruca e sorri e depois atravessa o sinal.

Indiferente a tudo andamos.

Ou simulamos os nossos paços junto com a realidade.

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~ por Água para Plantas em março 4, 2010.

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