Uma outra ótica

Sobre uma outra ótica

Estava discutindo com um amigo nos limites de nossa sanidade quando ele solta uma frase: “O meu nome é legião”

Até então em um dado momento, não tinha certeza do porque ele estava falando aquilo pra mim, mas assim que a frase caiu, parei e me recordei da passagem em que esse nome é dito, e proferido para homem que criou tudo que existe e é Senhor de toda matéria.

É inacreditável que no antigo testamento, não haviam casos de possessões, de manifestações espirituais sim, mas não o diabo realmente dando as caras para os homens e possuindo-os a ponto de querer matar e destruir. Raramente dava as caras e às vezes era dito apenas como o anjo do senhor, ou como o inimigo, mas dado nomes assim…

A visão que se tem, pelos inúmeros casos de possessões e manifestações demoníacas era de que o que se deu as caras, eram os verdadeiros donos do pedaço. O inferno se manifestava e dizia: “Não estamos sozinhos e nem somos poucos. Somos donos disso aqui e somos muitos e será difícil pra você, pois sabemos quando você chegou e vamos fazer o possível para que você vá embora”, e detalhe, simplesmente, eles não batiam em retirada apenas com a Sua presença, eles já falavam da natureza que estava por vir e do aspecto numeroso que iria enfrentar. Quanto mais tempo Jesus passava na terra, com maior interferência a grandiosidade do seu poder influía positivamente na terra e incomodava mais e mais os “verdadeiros donos da terra”.  Nunca na estória de todo livro se expulsou demônios até mesmo sendo advertido e exortado do corpo de um próprio apostolo, prova do incomodo que sua presença causava, a ponto de assolar até mesmo as pessoas mais próximas, pois a sua presença não intimidava mais as legiões e o desespero já tomava conta de todos, pois ele fazia um estrago no dito “Sistema” e pregava a chegada do “Reino de Deus” – tanto pela oração que nos ensinou, tanto nas suas atitudes e na sua força em comandar o céu, a terra e as hordas do inferno – A observar que, quando preso, João Batista perguntara se “era realmente o messias, ou seria outro que estava por vir”, Jesus apenas respondeu que pessoas eram curadas, demônios eram expulsos, a manifestação do Filho de Deus se deu por maravilhas e prodígios. Demônios?  Mas como a coisa aflorou de tal forma?

A explicação é óbvia: A terra sempre foi o lar dos demônios. A terra sempre pertenceu aos demônios, e fomos lançados por castigo a uma terra que não nos foi prometida, embora também criada, não pertencente ao verdadeiro lar que o Criador criou para os seus filhos, quando em gênese ele fala da criação, ele se refere a uma terra utópica bem diferente da verdadeira terra, a esfera em que vivemos. Por isso, a bíblia, tanto o antigo quanto o novo testamento, fala da “Terra Prometida”, porque essa não é a verdadeira, a verdadeira ainda nos é mostrada como uma promessa, antes sim, do homem em sua gênese, passeava em um jardim de idéias a aguçar por ainda todos os sentidos, até provar de uma idéia que o lançaria na “outra terra” que seria o lar dos demônios – que por tradução “Daemon” significa “Mal Pensamento”. Alguns estudiosos da Torá, afirmam que muitos nomes dos povos na qual o povo Judeu deveria vencer para alcançar a “tal terra”, em uma outra tradução, significavam apenas palavras, como “Maus Pensamentos” ou até mesmo “pensamentos de morte”, ou seja, quando se achava que era um povo na verdade era apenas uma “má conduta”, que foi formulada como um anagrama não se sabendo o porquê disso – No que diz respeito ao nome dos Filisteus, que seria também um anagrama e etc. O plano do que seja “esta terra” é um plano que não é o real criado por Deus para nós, e nem mesmo é uma verdade real e nem um pouco palpável a verdadeira criação de Deus. Uma verdadeira sopa de idéias, que não se conectam e formam uma irrealidade. O próprio sistema terreno já seria composto da própria natureza terrena, que é a falsa direção do discernimento do que é bom e do que é mal, cuja maldição foi, desde o início o homem querer tomar o seu fruto a força, sem esclarecimento algum.

“Meu nome é Legião”, assim disse, sem nenhum medo, e apenas olhou nos olhos do Homem que roda o universo com um dos seus dedos. E como se fosse uma pequena amostra, ele com medo pediu que caísse em uma vara de porcos, daí, surge uma outra expressão, a do famoso mesquinho com “Espírito de Porco”, ou seja, uma pessoa nociva, que tenta sugar ou parasitar de qualquer forma uma outra pessoa, mas que tende sempre a se dar mal no final dos seus intuitos.

Em outras religiões, como a espiritualista, existe um provérbio que explica que quanto maior a luz, mais denso será o seu espectro, esse ditado ouvi uma vez há um bom tempo atrás enquanto escutava uma palestra sobre kardecismo. O palestrante se referia que, a cada vez que uma pessoa adquiria esclarecimento, ela adquiria iluminação, e com a luz, pessoas que precisam de luz estariam mais e mais em torno da mesma na busca de sua verdade, de seu calor – No que mais caracteriza o tal “Espirito de Porco”. O que, um pouco, nos faz ver que a ótica dos que se rebelam a uma legião, está sob a égide de ser assim.

 

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~ por Água para Plantas em novembro 25, 2009.

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