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Acordei com umas olheiras estranhas
Não sei dizer se foi há um dia, ou se foi ontem
Mas que engraçado pensei, elas não desapareceram na manhã seguinte
E nem na outra da outra,
E nem quando a reparei ontem
Quando eu vi
Não era por uma noite mal dormida
Era a minha pele olheira
Bolsas de tempo

Eu ia a lugares e encontrava todas as pessoas
Depois nesse mesmo lugar encontrei outras
Mas era o pouco das mesmas
Mas
Não sei dizer se foi há um dia, ou se foi ontem
Voltei a esse mesmo lugar e não encontrei ninguém
Havia um grande vazio, um enorme vazio
A mesa não dimensionava o copo
Se perdia se prolongando no espaço
E eu até mesmo não sabia como tocá-lo
Era um grande limbo de vozes
E no meio dessas doces vozes
Diferente da minha rouca e semi tonada expressão de som
Algo no som eu não entendia
Algo nos corpos não era de meu entendimento
Era o mais alto no limite para se entrar nesse brinquedo
E não podia mais chegar aos céus
Não cresci o suficiente para chegar aos céus
E nesse mesmo lugar em que eu não encontrei ninguém
Voltei por um outro caminho para casa
Diferente do que era de quando voltava pra escola
Para não lembrar que amanhã eu não voltaria
Para escola

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~ por Água para Plantas em novembro 19, 2009.

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