Pra vc Beta…

•maio 17, 2019 • Deixe um comentário

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Luiza fez 15.

•maio 15, 2019 • Deixe um comentário


Minha filha amada.

Você foi e é um anjo na minha vida.

Um grande divisor de águas.

(…por isso “água para plantas…)

Por isso, LITERALMENTE TUDO.



Desde sua gestação eu te esperava.

Desejava muito que chegasse esse

momento de maturidade, e que ficássemos mais próximos…



Muitas vezes conseguimos… Outras vezes não…Acho que mais vezes não…

…Mas, meu amor por você é eterno!

Imaterial, independente de festas, confetes ou rojões.

E amo todas as suas fases!


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Mas confesso que a foto que mais gosto sua é essa abaixo:


Sabe porque?

Porque foi a primeira foto que você pediu pra tirar, eu lembro até hoje…

– Pai, eu quero tirar foto desse caminho!

– Mas porque filha? Tem tanto outro lugar bonito pra tirar foto… Tem a piscina, tem o sapo…

– Não pai, olha, eu gostei desse caminho.

E ai, eu fui, e tirei.

Gostaria de estar mais perto das escolhas dos seus caminhos

Gostaria também poder tirar fotos deles… E receber foto deles!

E mais ainda, de estar bem perto quando você escolhê-los…

PORQUE EU TE AMO ACIMA DE TUDO, ACIMA DO QUE EU FAÇA OU DEIXE DE FAZER…

Me perdoe.

Me Ame, não porque sou seu Pai, mas porque é BOM retribuir o amor que as pessoas sentem por nós.

e acima de tudo…

Parabéns.

“O caminho que você escolheu pra se transformar nessa mulher/adolescente de coração generoso, bom, alegre e contagiante é o mais bonito e o mais inexperado que eu poderia imaginar”

Que Jesus Cristo, aquele que Cremos que um dia será nossa salvação e esperança nos abençoe e que todos este blog lhe sirva para todo conselho, consolo e conforto.

De quem te ama, ama,ama,ama,ama… Independente de tudo.

Do seu pai.

Rodrigo.

Duas pequenas pessoas…

•maio 14, 2019 • Deixe um comentário


Para Beta

Nem as cores das faluas.

Mesmo com todos os mistérios

De todas as fases das luas

De Nossa Senhora dos Remédios.

Nem nass contas de um terço

Eu imaginaria encontrar

Alguém que já conheço.

Com um eterno sonho

Guardado em meu peito

Te dou agora ele. E acho que

Agora…

Não há mais jeito.

Porque o que era seu

era meu sonho também

Demorei uma noite

Sem sono

Sem cansaço…

Pra te confessar que

há muitos e muitas

escrevi.

Mas só em ti me acho.

A graça do dia-dia

A vida que me faltava

Matei os demônios da minha alegria

Encontrando alguém

Que me amava

Pelas ladeiras de Braga

Pelos moinhos salineiros

Enfrentando pragas e macumbeiros

Pelos mistérios de Deus

Acho, que em um

Somos dois inteiros.

Pois meus sonhos e corpo

Já são completamente teus.

Inteiros da frieza do tempo

Do inverno de Portugal

Ao inferno da Costa do Sol

Encontrei em ti

Um lar

Um alguém

Pra voltar pra casa

Pra amar de graça

Para receber a graça

De Nossa Senhora amada

Para romper meus medos

No meio de um mar de outras,

pequenas pessoas, pensando pequenas coisas…

Um oceano nos separa.

Mas,

Encontrei você.

Pelas Graças de Deus.

Sigo eu

já amando

e esperando

por você.

Estudo sobre a ausência de Luz – I

•maio 9, 2019 • Deixe um comentário


Em dias cansados

Onde acho demônios no meio do espaço

Sempre há aqule lugar reservado

Enfim…

Entre Diazepans

Dias descoloridos. Amaciantes

Todos anunciantes em volta

Sem eu poder sair

Nada é tão bom

À espera do melhor sonho

Mas…

Quando se cansa de existir?

Acho que felicidade é insistir

No meio de um coro gritante de desiste

Acho que nem no alto dos céus

Nem no fio da gilete

Nem no final do Nembutal

Nem a clarividade há como previr

Quando a insônia bate.

O pânico volta. Sem nenhum devir.

Pulsos marcados de dor

Daquelas pontadas no peito

Sem amor, viro e volto

Preso no meu cobertor

Ela disse : A sua poesia tem ruído

Mal sabe ela quanto é sofrido

Altos graus de febre. Pesimismo

Não há mentira. Dentes caem com o meu bruxismo

O silêncio tem um som

Apaguei do espelho seu batom

E foi uma das coisas melhores que fiz

Mas ele nunca cansa de voltar e vir.

Quem sabe sair?

Insonia.

Paralisia

Foto-Hipocondria

Quando você volta

é

assim.

Uma ode ao Feiticeiro de Tororó ou ao Exu de Ituaçu

•maio 5, 2019 • Deixe um comentário


Para Meri

e Gi

Eu amei e me encantei muito por essa voz nova de Gil, respeitando o seu renascimento, pois quem acompanhou até mesmo como fã viu o seu sofrimento – os problemas renais, e ver ele minguando cada vez mais e lutando com a sua arte, a família pedindo orações via redes sociais, ver ele tentando tocar violão com um fiapinho de vida e hoje ele estar de pé, é emocionante.

E, até que um dia, no instagram tinha uma “bolinha desse caviar”, ele cria um outro Gil agora.

Ok Ok Ok é foda. Simplesmente isso que eu tenho a dizer, mas ouvir “Ladeira da Preguiça” me fez voltar ver Meriele, minha vizinha, minha irmã, fritando frango pra almoçar, ouvindo Eliz, e eu na varanda, vendo os pés das coisas que ela tinha plantado – pé de merthiolate, citronela, e ela com lençinho na cabeça, balançando seu corpo sem se preocupar com ninguém, dançando na cozinha, anos, muitos anos antes de Ibrahim nascer. Senti o cheiro do frango de novo, ví ela descalça dançando, Deus que saudade dessa fase. Que saudade da casa de Meriele quando era na esquina, tomava cerveja em Tânia e voltava torto em São Gonçalo por uma Alzira Vargas tranquila, isso com meus vinte a poucos, avenida que era cercada apenas pelos “misteriosos centauros e não por crackudos loucos” Assim como me fez ir a uma ladeira morosa, com matizes marinhos e brancos, apenas dos muros, mas me remeteu a Bahia negra, de curvas no corpo, na alma e a vida mística… Os ares africanos e os antigos folclores urbanos de Salvador…

E depois que acaba esse feedback, eu ouço “É Gil…” Não é Eliz… Não é João Gilberto…. Não é o looping que ele me faz… Mas é um outro bruxo que veio da Bahia e fez mais um carioca de besta.

Gil alcançou o Nirvana e medita ao lado de João tranquilamente no seu violão sentado, experiente e há muito autônomo como se o pinho fosse ele mesmo se metamorfoseando em um Deus Hindu, se desdobrando facilmente, como Jimmy Hendrix sabendo dos desequilibrios, mas fazendo seu ouvido dançar, te enganando como um mágico indiano e marejando seus olhos.

E falando de Portugal, França, EUA ? Não é uma outra coisa mágica…é a Bahia…

Bahia, mãe de toda nossa cultura. Esquecida e marginalizada mãezinha. Destruída pela ignorância de não se valorizar a nossa cultura e nossas raízes culturais, que por muitas vezes, tomam outra forma, mas que às vezes se perdem mesmo.

Não é outro lugar, não pode ser outro lugar, você imagina alguém solto a dançar, imortal, sem se preocupar, mas ele engrandeçe a Ladeira da Preguiça, que soube recentemente segundo o site “Jornalistas Livres” resiste a medida de higienização social” e que é uma canção de 48 anos.

Mas ainda parece um jovem que casou cedo, teve seus filhos, mas foi esticar um pouco as canelas em Salvador, trabalhar como músico e se preocupa com a família, mas toda a baianidade e estória nos esgana com um violão de um swingue ímpar – que ousadamente – digo que em virtuose, nesse instante, ultrapassa o de João. Gilberto e Bosco.

Nem parece que esteve quase mortis, com o perdão da pesada expressão, mas se teve, Gil ressuscitou seu violão sentado e foi por isso que Caetano fez uma turnê com ele, NÃO FOI POR PIEGUICE. O violão é lúcido e justo a sua idade e preciso, e , deve ser defustado e bem apreciado. É um deleite e não é de mãos indecisas… São parte do mesmo. E rodam. Loopeiam a minha cabeça mágicamente, fazendo a lógica diferença entre “iludir” e não “enganar”.

Ao perceber, a música acaba. O microfone tão sensível e bom que eu sinto o susurro de alguém, mas pouco me importa, eu quero ouvir a magia de Gil de novo loopeando na minha cabeça, em vez de, me desculpem os ortodoxos da MPB JAZZÍSTICA, aquela BAGUNÇA que fizeram junto com a voz da Elis, que tirou a ladeira de perto do cheiro do mar, de Dorival e de João…

Como se o espirito do violão baiano estivesse alí rondando, nota a nota, como foi nessa apresentação. E parece que foi no além morte e o resgatou. A verdade é que Gil já era Imortal e voltou pra se reinventar e dizer que a perpetualidade é simples e mora dentro da caixa do seu violão, Assim como o caracol da ladeira, um homem querendo falar com a família a falar de todas as ilhas da Bahia e principalmente, magia.

Duas Semanas

•maio 4, 2019 • Deixe um comentário

Duas semanas sem meu lívre arbítrio

Atropelado entre um átrio e um atrito

Camadas e mais camadas da física emocional

Que fazem das histórias rimas quânticas

Fórmulas químicas, cálculos…

Que quebram cabeças como castanhas

Em um cálculo vazio, a paranoia afloresce

A manga e o verde do gramado cresce

Nessas malditas duas semanas…

Um ode ao fim. Psicografias de mim

Atravessando o tempo.

Endureçendo forte meu coração

Com as antenas de peito ligadas ao espaço

A procura, em meio ao eterno vacuo

De mais uma breve e nova paixão

Que não cansa de procurar na cama

Do alívio ao auto destrutivo

Encarcerado entre dias à semanas

Nembutal, Cianureto e marcas de gilete…

São as nobres medalhas da psicopata

do crepe.

Vendendo biju num pobre pano de confetes

Calunia.Vilania que aos poucos mata

Mas nesse triste quadro-quarto

Nasce o triste parto de quem se engana e nem se mata

Pânico

Tag

Autosabotagem

No período

De

Duas

Semanas.

O Brasil Renascerá

•maio 2, 2019 • Deixe um comentário
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O Brasil Renascerá

Como disse o profeta Caetano

Nos riscos do último ibisco

Sobre a serra, além de oceanos

Será destruído todo facismo

Quando acabar o amor à Iracema

Tendo caído o último espinho da Jurema

Sobre as plumas do açum preto

Dorcoloridas de vermelho

Embota o céu, verbo direito

A ama recolhe do índio o peito

E esse mesmo Índio se engrandesse

Em alma, ética e estatura

Mãe Mauá, num acampamento com José

Fugindo do desmatamento,

da separação de sua tribo

Eis que surge o grande Taiguara

Veio separar o Joio do Trigo

Em suas bem aventuranças, no meio do nada

Dos mangues, da caatinga, da beira do Rio

Como a flor que brota a meio fio da

calçada.

Vem.

Vem voltando das matas

Mestiço com alma de índio

Este que é filho do vento.

Messias Taiguara

Sob a mata azul esguia

com tom de águas cristalinas

Ele de longe anuncia

o fim de toda homofobia

A visão do amor às coisas verdadeiras

Destruindo, vereando verdades corriqueiras

As tais mentiras brasileiras

Mas ele volta a falar:

O Brasil Reascerá.

Não por força de presidentes

Fora da égide de ditadura

Livre do fantasma da censura

Virá.

E sim, pelo amor de nossa gente

Por todo tido inconsequente

E por esse nosso dom da amar

Único de nosso sangue

Nossa pátria, em meio ao mangue

Brasileiro assim renascerá

Pelas cores brasileiras

Pela mata verdadeira

Pelos Caipóras, Tupis, Yanomamis

Pela intenção de Tanguara

O Brasil renascerá

Viveremos mais

Seremos mais serenos

E sera como um dia ele viu

Esse Cristo Índio virá

Na mansidão de toda a sua

Paz.